Em seu livro "Hacker, Hoaxer, Whistleblower, Spy - The Many Faces of Anonymous", Gabriella Coleman faz bem ao começar o livro com um apanhado histórico dos trolls. É inevitável a menção destes ao se tratar dos Anonymous: eles nasceram em meio à cultura Troll.
Talvez, assim como Javert, em Os Miseráveis, eles queiram negar sua origem, focando, agora, em ações políticas, portando-se como justiceiros dos menos afortunados, daqueles que sofrem nas mãos de governos e instituições opressoras. Quem sabe?
Mas a questão é: como a cultura Troll constitui o Anonymous se, por acaso, o interlocutor não souber o que é um Troll? De que maneira, discursivamente falando, a representação do Anonymous como um troll será construída?
Cabe, supostamente, ao analista do discurso conseguir pinçar os vestígios dos discursos na materialidade linguística. Contudo, onde se encontra o limite do analista? Seria ele capaz de encontrar qualquer vestígio?
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