segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

E sobre os trolls?

Não é novidade alguma para aqueles aventureiros dos grupos de Facebook ou fóruns: os trolls existem. Longe de se tratar das criaturas mitológicas que apareceram, nos últimos tempos, nas telas dos cinemas, falamos aqui dos trolls da internet.
Em seu livro "Hacker, Hoaxer, Whistleblower, Spy - The Many Faces of Anonymous", Gabriella Coleman faz bem ao começar o livro com um apanhado histórico dos trolls. É inevitável a menção destes ao se tratar dos Anonymous: eles nasceram em meio à cultura Troll.
Talvez, assim como Javert, em Os Miseráveis, eles queiram negar sua origem, focando, agora, em ações políticas, portando-se como justiceiros dos menos afortunados, daqueles que sofrem nas mãos de governos e instituições opressoras. Quem sabe? 
Mas a questão é: como a cultura Troll constitui o Anonymous se, por acaso, o interlocutor não souber o que é um Troll? De que maneira, discursivamente falando, a representação do Anonymous como um troll será construída? 
Cabe, supostamente, ao analista do discurso conseguir pinçar os vestígios dos discursos na materialidade linguística. Contudo, onde se encontra o limite do analista? Seria ele capaz de encontrar qualquer vestígio? 

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