Há um bom tempo, eu não apareço por aqui. Muita coisa aconteceu, tirando todo o meu foco do blog. Eu precisava terminar o mestrado (cuja defesa está cada vez mais próxima), dar aulas e sobreviver ao Dark Souls. Tudo uma questão de prioridades, não é mesmo?
Faz alguns dias que a vontade de escrever aqui voltou. Fiquei lembrando o quão legal é poder falar sobre a minha pesquisa, meus interesses e também lembrei que não preciso só falar sobre pesquisas. Afinal, o lançamento do Dark Souls 3 está logo ali e não deixarei de comentar!
Contudo, não posso negar que o intuito deste blog é escrever para colegas pesquisadores que podem ou não passar pelos mesmos percursos que eu. A busca por colegas (e possíveis amigos), que se interessam pelo desenvolvimento de problemas que só nós queremos resolver, continua.
Como não é muito fácil encontrar e começar uma conversa com brasileiros que tenham o mesmo interesse de pesquisa (ou façam pesquisa), eu acabo seguindo muitos perfis no Twitter de pesquisadores estrangeiros. Não sei se é só comigo, mas não consigo encontrar muitos brasileiros, no Twitter, que são pesquisadores e estão interessados em conversar sobre. Sigo alguns, como o @andrelesouza e o @andrelemos (caso queira ver mais alguns, eles estão em minha lista ), mas percebo que a abertura para a interação é bem pequena. Mas por que estou falando tudo isso?
Hoje, eu acordei e fui dar uma olhada no Twitter, já que retirei o App do Facebook do celular. Este aplicativo é tipo um buraco negro em que todo o seu tempo é sugado. Enquanto dava uma olhada nos últimos tweets, eu vi que havia uma hashtag muito interessante: #ScholarSunday. Acompanhando-a, havia indicações de perfis de pesquisadores e quais eram suas áreas. Vi desde um pessoal que trabalha com política pública, gênero, performance até amamentação. Eu nem sabia os questionamentos levantados sobre amamentação! Quando vi, eu já estava seguindo mais cinco perfis, pois me interessei em ver o que aquelas pessoas iriam postar e compartilhar sobre suas pesquisas.
Aqui estão alguns tweets que separei.
Você consegue perceber as possibilidades que essa hashtag tem? A comunidade de pesquisadores ficaria mais forte, pois aqueles com algo em comum iriam se aproximar, colaborando com a pesquisa um do outro. Além disso, conversas sobre temas como as últimas notícias sobre a Capes seriam discutidas e poderiam alcançar uma repercussão maior. Quantas pesquisas poderiam ser feitas em conjunto com outros pesquisadores se soubéssemos e pudéssemos discutir o que encontramos mais facilmente? Não é necessário ficar visitando o Lattes de cada um. Nós simplesmente podemos nos ajudar.
Claro, no Facebook nós já temos alguns grupos sobre divulgação científica, sobre algumas áreas e linhas de pesquisa. No entanto, há pouca contribuição e muitas vezes o grupo é inundado por conversas paralelas ou propagandas de eventos/revistas. Você vê discussões sem futuro em que não há possibilidade de uma contribuição positiva.
Talvez, a questão não seja adotar ou o Twitter, ou o Facebook. A questão é: fortalecer as relações entre pesquisadores, possibilitando uma conversa saudável e uma ajuda mútua.
Quem quer ajudar a começar esse movimento?

Nenhum comentário:
Postar um comentário