sábado, 11 de abril de 2015

Tecnologia e Realidade



Após ver um vídeo no Facebook em que um rapaz seria a primeira pessoa diagnosticada com alergia de tecnologia, vejo, novamente, um dizer contra a tecnologia. Ela nos faz mal, pelo jeito. Machuca seus usuários até que, estes, percebam uma necessidade de deixá-las de lado, pois, pelo jeito, há um mundo mais saudável e seguro lá fora.

Será que precisamos deixar de lado as tecnologias digitais para poder aproveitar o que se supõe como real?

domingo, 22 de fevereiro de 2015

A divulgação e Carl Sagan



Há algum tempo, eu conheço o trabalho de Carl Sagan. Suas realizações dentro da astrofísica não são os pontos mais interessantes para mim, mas, sim, seu papel, na época, divulgando a ciência. 
Talvez eu esteja errado em pensar sobre isso. Talvez seja contra os princípios daqueles que estão em minha área de atuação. Contudo, acredito ser difícil deixar isso de lado. 
Onde estão os projetos, pelo menos dentro da Linguística Aplicada, para mostrar para a sociedade o que fazemos? Tornar o que fazemos mais fácil para um público geral? Isso não é importante? Só porque, de certa maneira, não somos cientistas, não deveríamos estar preocupados com tudo isso?
A divulgação precisa ser levada a sério.


Muitos estão preocupado, acredito eu, com a banalização do conhecimento. Afinal, todos vão ficar sabendo um pouco daquele seu precioso tesouro. Todos vão beber da mesma água. 
Contudo, não existem várias consequências com a pequena busca por alguns cursos na faculdade? Não é com este tipo de problema que muitas licenciaturas sofrem hoje em dia? 
Acredito que tudo ficaria melhor se as pessoas começassem a se interessar mais por essas áreas. Porém, como o farão? Se tudo o que se sabe relacionado às áreas como português, matemática, etc., é que se ganha pouco. Não dá futuro.

Uma vez que as pessoas não estão interessadas nem em entrar nesses cursos de gradução, como iriam ir atrás de uma carreira de pesquisador? 
Mesmo os que vão atrás de tais cursos, eles não têm noção do que a área produz de conhecimento; o que está acontecendo nos últimos anos dentro do campo; e nem consideram o professor da terça-feira é um pesquisador.
A pesquisa não importa. 
Entretanto, isso pode ser algo que ainda se tem a possibilidade de melhorar. Afinal, com a divulgação, poderia-se aguçar a curiosidade e, talvez, entre cem pessoas, alguém poderia pensar "posso ser um pesquisador como ele"/ 

Penso que era exatamente esse o intuito de Carl Sagan.
A vida abre possibilidade infinitas para se questionar e ir atrás de respostas, certas ou erradas.
As pessoas só precisam lembrar disso.


quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Rede, rizoma e poder

Depois de apresentar meu último trabalho deste semestre, fico parado, olhando e pensando: caralho, tenho que estudar muito ainda.

A ideia do meu trabalho era discutir questões de rede a partir do anime Ghost in the Shell, pensando no que seria rizoma (Deleuze) e no que seria a free-scale network.

A colocação final do professor foi a de que o rizoma não atua sobre governos de poder. 
Como isso?
Como a dispersão será intocada pelas relações de poder? 

A questão do poder aparece, por exemplo, nas free-scale network. hm

Língua e rede

Após ler sobre a pesquisa que buscou sobre as línguas mais importantes no mundo, pude ver, mais ainda, como as questões de rede estão sendo fundamentais para o entendimento de diversas questões.

A pesquisa feita é de cunho quantitativo. Afinal, num aspecto tão macro da questão, seria impossível fazê-lo de outra maneira. 
Contudo, o que poderia ser feito se isso fosse utilizado em ambientes mais micro? Existem as questões de dialetos, várias línguas em um país, etc.
Não sei se seria uma questão útil. Mas vale parar para pensar sobre.

Segue o link para o site do MIT em que contém a visualização dos grafos feitos a partir dos dados da pesquisa.
Podemos ver como ficam a partir dos dados das traduções, dos tweets e das páginas da Wikipédia. 

http://language.media.mit.edu/visualizations/books

Vê-se o que Barabási comenta em seu livro Linked: as redes são descentradas, free-scale e modulares. 

Os Hubs são os pontos importantes